terça-feira, 21 de abril de 2009

Classe Média

Aqui vai minha "homenagem" a todos, que como eu, pertencem a essa tão "engajada" classe:

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Almas Perfumadas

Lindo poema de nosso poeta maior, Carlos Drumond de Andrade.

Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta.
De sol quando acorda.
De flor quando ri.
Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda.
Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça.
Lambuzando o queixo de sorvete.
Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher.
O tempo é outro.
E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.
Tem gente que tem cheiro de colo de Deus.
De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.
Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis.
Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo.
Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso.
Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que
a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.
Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas
que conseguimos acender na Terra.
Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza.
Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria.
Recebendo um buquê de carinhos.
Abraçando um filhote de urso panda.
Tocando com os olhos os olhos da paz.
Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra
no nosso coração.
Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa.
Do brinquedo que a gente não largava.
Do acalanto que o silêncio canta.
De passeio no jardim.
Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo.
Corre em outras veias.
Pulsa em outro lugar.
Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está conosco, juntinho ao nosso lado.
E a gente ri grande que nem menino arteiro.
Tem gente como você que nem percebe como tem a alma Perfumada!
E que esse perfume é dom de Deus.

Carlos Drummond de Andrade

sábado, 11 de abril de 2009

O Deus infinito

Belo texto do amigo Diego Venâncio (blog em "eu recomendo")

Quero compartilhar com os meus amigos algo que ouvi muito importante e curioso. O pastor Ariovaldo Ramos tem minha admiração por ser contundente, amoroso, alegre e profundo em sua mensagem.
Não falarei exatamente o que ele disse, pois eu tive aplicações para a minha vida e serão essas que apresentarei.
Ouvi sobre Isaías 6, e tomo a liberdade de postar um trecho deste capítulo aqui.

1 No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi também ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o seu séquito enchia o templo.
2 Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés, e com duas voavam.
3 E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.
4 E os umbrais das portas se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça.
5 Então disse eu: Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos.
6 Porém um dos serafins voou para mim, trazendo na sua mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz;
7 E com a brasa tocou a minha boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniqüidade foi tirada, e expiado o teu pecado.
8 Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim.

Quando Isaías ouve que o Rei Uzias morreu em sua cabeça a esperança de salvação se acaba, a salvação que levaria o povo a temer a Deus se acabara, pois Uzias foi um Rei temente a Deus. Mas em contrapartida Deus com sua aparição diz que ele está no controle e sentado no trono, continua lá, mesmo que a esperança tenha acabado.
O fato de a nossa esperança por vezes se acabar não isenta a ação de Deus e nem tira Ele de seu posto, ou seja de todo o poder e todo o controle sobre a história, existência e criação.
Logo entramos numa questão sobre a infinitude de Deus.
A orla ou séquito de suas vestes enchem o templo. Isso quebra qualquer tentativa de dizer que Deus está neste ou naquele lugar, ou num templo, pois apenas a berada de suas vestes enchia todo o templo.
Deus é infinito.
Para nós que somos finitos, ao olharmos para Deus, vemos um ser em plena expansão, não podendo delimitá-lo, assim como os cientistas olham para o Universo e o vêem em eterna expansão. Em atos 17:28 encontramos Paulo pregando no areópago e citando um poeta e dizendo que nisso ele estava correto..." Porque nEle nós vivemos, nos movemos e existimos". Se é em Deus que tudo existe logo, tudo é sustentado por ele.
Se Deus é um ser infinito logo, nós somos infintamente menores.
Temos um problema com a infinitude de Deus, pois Deus é sempre o mesmo, Ele é desde sempre. Nós mudamos a todo o instante e isso faz gerar um conflito de naturezas, nós mutáveis e finitos. Mas essa também se torna a nossa salvação, quando Deus não muda de posição, isso nos leva a salvação, pois o plano traçado é o plano executado.

No momento seguinte Isaías vê os anjos com 6 asas, duas cobrindo o rosto. Isso nos mostra que os anjos não podiam ver a glória de Deus. Eles eram serafins que significa reluzente, eles reluziam por causa da glória de Deus.
Duas asas voavam, mostrando a disposição em servir; com duas asas cobriam os pés, que tem o siginifcado de se abster de poder, pois Deus é o dono de todo o poder.
Eles diziam entre si: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos, toda a terra está cheia de sua glória. Eles não diziam a Deus mas entre si. O que eles diziam não chegava a Deus.
Os anjos na visão popular tem mais poder do que nós, e estão mais próximo de Deus do que nós estamos. Mas o que o texto diz é que os anjos não podiam ver Deus, pois suas asas cobriam seus rostos, mas Isaías podia vê-lo. O louvor dos anjos também não chegava a Deus, pois eles comentavam entre si. Mas as palavras de louvor de Isaías chegaram.
Mas quais foram as palavras de Isaías?
Deus o ser infinito, tem toda a glória. Nossas palavras de amor, ou de glorificação, de adoração, não imputam maior glória ao nosso Deus, Ele continua com a mesma glória infinita. Quando falamos do amor de Deus, o amor que falamos é infintamente menor do que o amor real de Deus. Deus agiu em relação a Isaías porque a palavra de Isaías foi: "Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos."
Nesse momento os anjos tocaram seus lábios com uma brasa. Imagino eu que Isaías pensou naquela hora que fosse morrer, mas ao contrário ele foi perdoado de todo o mal.
Ele teve uma leve noção da grandeza de Deus e viu o quanto era pequeno e nesse momento teve temor a Deus.
O maior louvor que podemos dar a Deus é o nosso arrependimento, que somos pequenos demais e reconhecimento de que Deus é o único e grandioso Deus. Nossas palavras são pobres para defini-lo.
Deus olha para nós quando nos arrenpedemos e nos dá uma nova chance, como a chance do príncipio.
Deus não está esperando de nós a perfeição para cumprir seu ministério, ou qualquer que seja seu propósito, mas espera nosso arrependimento e assim ele nos dá a condição de fazê-lo.

"Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim."

Ficarmos cantando, apenas, dizendo um monte de coisas para Deus não adiciona maior glória a Ele. Mas se arrepender sim o faz agir em nosso favor e isso sim, demonstra a glória do Senhor.

O sentido da Páscoa

A festa da Páscoa, ou Pesach, celebra o êxodo do povo hebreu do Egito sob a liderança de Moisés, apos 420 anos de escravidão. Juntamente com o Shavu`ot e o Sukkoté uma das três festas de peregrinação quando os judeus deveriam comparecer a Jerusalém. Para os cristãos, a Páscoa celebra a ressurreição de Jesus.

A Páscoa cristã é, portanto, a celebração de uma vitória única, porém com duas dimensões. A vitória de Jesus sobre a morte convida a todos a celebrar a vida e a liberdade, duas faces de uma mesma realidade, sendo que uma não existe sem a outra. A morte escraviza pelo medo. Mas Jesus liberta para a vida: “… como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; e livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão” (Hebreus 2.14,15).

Quem teme a morte, teme a vida. Quem tem medo de morrer, tem medo de viver. Por esta razão o futuro é ameaçador e são assustadoras as contingências da existência. Há uma razão para temer o futuro: a morte espreita por trás do calendário. Mas quem já não teme a morte é livre para se entregar à vida, empreender para construir o futuro, apesar de sua condição contingente.

Bem disse o pregador: “Quando o selo do absoluto romano foi rompido no domingo da ressurreição, ficou definitivamente decretado que estava vencida não apenas a morte, mas também todos os agentes promotores e mantenedores da morte, mediante a erupção da vida”.

Na sexta-feira da paixão o inferno fez festa e alardeou a vitória da morte sobre a vida. No domingo da ressurreição o inferno fez luto, e recebeu sobre si o manto da desonra, do escárnio e da vergonha eterna: a vida saltou de entre os trapos perfumados no túmulo ao lado do Calvário e adentrou o mundo pelas portas de um jardim. A vida venceu a morte. A vida venceu o medo. A vida rompeu os grilhões outrora sustentados pelo poder da morte.

Vida e liberdade se encontram para um abraço eterno: “quando o Filho do Homem libertar você, então, e somente então, você será verdadeiramente livre” (João 8.36), terá “passado da morte para a vida”, num caminho sem volta, até chegar aquele dia quando a morte terá perdido de vez seu poder de ferir e matar (1Coríntios 15.54,55).

O simbolismo da Páscoa cristã aponta para a possibilidade de um novo começo, para uma nova vida, não mais cativa das limitações impostas pelo mal e pela maldade. Uma nova vida não mais determinada pelo diabo e seus asseclas profetas e atores da morte. Uma vida livre das ameaças da morte e, por isso, plena em amor, bondade, solidariedade, justiça e paz. Celebrar a Páscoa é desfrutar da ressurreição, celebrar a vida, anunciar a liberdade e assumir o compromisso de promover vida e libertação. Isso sim é uma Feliz Páscoa!

Ed René Kivitz

Fonte eletrônica:
http://www.ibab.com.br

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Acho que o Pr. Ricardo Gondim leu o meu blog... ou o "saco" dele também encheu!

Impaciência
Ricardo Gondim

Não aguento mais

big brother;
crise econômica;
campanha da igreja contra camisinha;
show da fé;
Ronaldão;
minha impaciência;
televisão;
correntes de amor na internet;
trânsito em São Paulo;
fedentina no rio perto de minha casa;
cara de pau de senador, deputado federal, estadual e vereador;
calor neste verão que parece não acabar nunca;
Diogo Mainardi;
Papa Bento XVI;
teologia fundo de quintal de quem se acha;
criança esperança na Globo;
ter que votar nas próximas eleições;
explicar que vinho é vinho e não suco de uva;
explicar no exterior que o Brasil não vive um avivamento espiritual;
ouvir que Deus está no controle da miséria e da morte desnecessária de crianças;
Dilma, Serra, Neves, da Silva, Sir Ney;
conferência para impactar o mundo;
preconceito;
40 propósitos para uma vida plena;
4 leis espirituais;
Madonna adotando meninos na África;
passeata gay e marcha para Jesus para mostrar quem junta mais gente;
minhas mea culpas.


Soli Deo Gloria

quarta-feira, 1 de abril de 2009