Mostrando postagens com marcador cotidiano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cotidiano. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Coisas que eu gostaria de dizer para algumas pessoas:

- Você pode recolher o cocô do seu cachorro, pois a calçada não é privada de animal?

- Qual parte da frase "É proibido fumar" você não entendeu?

- Você estaciona em vaga de idoso e deficiente por que não sabe ler os símbolos ou se faz de tonto mesmo?

- Você realmente acredita que as pessoas gostam de ouvir o som alto do seu carro?

- Se você vive em São Paulo, sabe que quando chove as ruas alagam, por que joga lixo e entulho na rua?

- Você comprou essa vaga na rua para colocar esse cone? Quanto custou e onde posso comprar uma?

- Dá para esperar eu descer antes de você entrar no trem?

- Tá, eu não gosto de cerveja, qual o problema?

- Eu pedi o refrigerante com gelo e sem limão. Você trouxe com gelo e limão. Você ganha comissão do cara que vende os limões?

- Por que você me pergunta novamente todos os números que acabei de digitar no atendimento eletrônico antes de chegar até você?

.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Eu "me inrrito" com...

A raposa Sarney.

O filhote da raposa Ministro de Minas e Energia Edson Lobão.

O presidente da CBF Ricardo Teixeira.

O presidente do COB Artur Nusman.

O ministro da educação Fernando Haddad.

A TV aberta.

José Serra.

José Dirceu.

Telefonica.

Transporte público de SP.

Trânsito de SP.

Raposas vestidas de cordeiros.

Nossa... fiquei irritado só de escrever!

sábado, 4 de julho de 2009

A sala do consultório

Em alguns textos o pastor Ricardo Gondim me transporta para a realidade que está decifrando. O texto abaixo é um deles. Concordo em gênero, número e grau.

Detesto esperar por médico. No Brasil, marca-se uma consulta para as três horas para ser atendido às quatro. Essa falta de consideração com os pacientes já é cultural. Mas pior, pior mesmo, é ser obrigado a ler revistas espalhadas pelas poltronas plásticas. E saber como os ricos e famosos comem, dormem e transam.


Não há suplício maior para quem já está doente. Haja estômago!Não suporto as fotos posadas de endinheirado querendo exibir salas, potros, malas e novos amores. Todas parecem falsas, com um retoque de mentira; parecem flor artificial em penteadeira de lupanar. Todavia, vencido pelo tédio do atraso médico, fraquejo e começo a folhear as revistas velhas (porque os consultório só têm revista velha?)

O estômago embrulha com os casamentos luxuosos, com os iates, com as viagens a Bariloche. Não suporto os risos marmorizados. Acho difícil engolir a farsa pequeno-burguesa. Nessas revistas – algumas possuem ilha e castelo – o paraíso fica pertinho. E retratado com quatro cores. Ninguém sofre – riquinho não chora, só se chateia –, ninguém se angustia, ninguém toma ansiolítico. Nenhum é mau marido. Nenhum sonega imposto. Pelo rosto, dá para imaginar como as mulheres são ótimas na cama (?!?!).

Os apaniguados da injustiça social são grandes ingênuos. Não atinam para o ridículo que se expõem. Talvez saibam que não estão sós. O povaréu os admira porque também quer escapar da crueldade da existência. A verdade que agride é igualitária. E as revistas vendem. Existe uma multidão que ambiciona ganhar o dinheiro que os bacanas ostentam. A Grande Farsa seduz. O que importa? Nem que seja em sonho, o povão quer aquela irrealidade. Auto-enganar-se em uma ilha grega parece bem melhor do que nas praias sujas e lotadas das grandes cidades. O que é melhor, beber conhaque em copo de geléia ou vinho francês em taça de cristal?

Os sortudos servem, assim, de espelho. A plebe fascinada se projeta na ilusão. O Céu parece plausível. E fica ali, pertinho. O Nirvana se realiza todas as semanas. A Cidade Celestial desce à terra em cada edição. Antes de morrer, alguns já entraram pelos Portões de Pérola, não há dúvida. Ao povaréu, resta rezar, orar, dar o dízimo, apelar para santo Expedito, obedecer aos conselhos do apóstolo. Talvez, um dia, experimentem o mesmo ócio bendito.

Igrejas neopentecostais, loterias, revistas de fofoca, são a mesma coisa. Todos prometem à ralé a sublime graça de gargalharem enquanto o restolho humano trabalha, sofre e agoniza. De agora em diante, escolherei médico pelas revistas que disponibilizar no consultório. Ando empapuçado com promessa religiosa e com novo rico metido a besta.

Soli Deo Gloria